Você já viu uma criança ter uma crise intensa ao ouvir o som de um liquidificador? Ou que rejeita qualquer roupa com etiqueta? Ou que só come alimentos de determinada textura? Esses comportamentos podem ter uma base sensorial — e a Terapia de Integração Sensorial é uma das abordagens mais eficazes para ajudar essas crianças.
O que é Integração Sensorial?
Integração Sensorial é a capacidade do sistema nervoso de receber, organizar e dar sentido às informações sensoriais que chegam ao cérebro — de dentro do corpo (propriocepção, vestibular) e de fora (visão, audição, tato, olfato, paladar). Quando esse processo funciona bem, respondemos de forma adequada ao ambiente. Quando há disfunção, surgem as dificuldades.
O conceito foi desenvolvido pela terapeuta ocupacional Dra. A. Jean Ayres na década de 1970. A abordagem terapêutica baseada em sua teoria usa atividades sensoriais progressivas para ajudar o sistema nervoso a processar estímulos de forma mais eficiente.
Sinais de dificuldade de integração sensorial em crianças
Hipersensibilidade (defensividade sensorial): evita toque, especialmente inesperado; reage exageradamente a sons comuns (aspirador, liquidificador, buzinaS); não suporta certas texturas de roupa ou alimentos; tem aversão a atividades sujas (areia, tinta); recusa cortes de cabelo ou unhas.
Hiposensibilidade (busca sensorial): se machuca sem perceber; toca tudo e todos sem perceber os limites; gosta de pular, girar e balançar excessivamente; mastiga objetos não alimentares; produz sons altos como forma de estimulação; não sente temperatura ou dor de forma adequada.
Como funciona a Terapia de Integração Sensorial?
A terapia é conduzida por um Terapeuta Ocupacional com formação específica em IS. Antes de iniciar, é realizada uma avaliação do perfil sensorial da criança — geralmente com instrumentos como o SPM (Sensory Processing Measure) ou o SIPT (Sensory Integration and Praxis Tests).
As sessões acontecem em ambiente equipado com balanços, rampas, piscinas de bolinhas, equipamentos de propriocepção e materiais táteis variados. O terapeuta oferece desafios sensoriais graduais, seguindo a iniciativa da criança — o processo é sempre lúdico e respeitoso. O objetivo não é eliminar os sentidos, mas ajudar o sistema nervoso a modulá-los melhor.
Integração Sensorial e TEA: por que estão tão relacionados?
Estima-se que 70% a 90% das crianças com TEA têm dificuldades de processamento sensorial. Isso inclui tanto hiper quanto hipossensibilidade, frequentemente no mesmo indivíduo. Os comportamentos repetitivos do TEA (balançar, girar, morder) muitas vezes têm função de autorregulação sensorial.
Quando a criança com TEA recebe suporte sensorial adequado, muitos comportamentos desafiadores diminuem naturalmente. A IS não substitui a ABA, mas é um complemento poderoso que melhora a regulação, reduz o estresse e amplia a janela de aprendizagem da criança.
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💬 Agendar avaliação pelo WhatsAppPerguntas Frequentes
❓ A Integração Sensorial é feita por qual profissional?
A Terapia de Integração Sensorial é conduzida por Terapeutas Ocupacionais com formação específica nessa abordagem. Nem todo TO tem essa especialização — na CentoTEA, nossos TOs têm treinamento em IS de Ayres.
❓ Quantas sessões de IS são necessárias?
Depende do perfil da criança. Em geral, recomenda-se de 1 a 2 sessões semanais de IS, integradas ao programa terapêutico mais amplo. Os resultados variam conforme a intensidade do tratamento e o engajamento da família.
❓ A IS ajuda com seletividade alimentar?
Sim! A seletividade alimentar em crianças com TEA frequentemente tem base sensorial. A IS, combinada com Fonoaudiologia e Nutrição, trabalha a dessensibilização gradual a texturas, temperaturas e sabores, ampliando progressivamente o repertório alimentar.
❓ Como agendar avaliação de Integração Sensorial na CentoTEA?
Entre em contato pelo WhatsApp (11) 97701-0649. Nossa equipe agenda a avaliação do perfil sensorial com nosso Terapeuta Ocupacional especializado em IS.
